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18 junho 2009

Café a quatro mãos


2009. Nina inaugurando meu caderno de desenho.
Tenho uma mania de só querer desenhar nos cadernos sem pauta. Ou transformar montes de folhas sem pauta em cadernos de desenho. Encontrei uns lindos em Sampa. Gastei-os. No domingo passado, no Benfica, encontramos versões capa preta dos mesmos. Foi ótimo! Peguei todos os que a loja oferecia na prateleira. Nina, sempre me incentivando a nunca parar de desenhar, inaugurou o primeiro. Numa cafeteria, comemoramos mais este momento divertido. E desenhamos um café a quatro mãos!

09 abril 2009

SAMPA com cara de FORTAL

Chegamos hoje na terra da garoa e o sol estava a pino. Nada da tão famosa chuvinha fina tão cantada, tão espalhada. O clima seco, quente, faz lembrar nossa Fortaleza num dia sem vento. Saí de lá e deixei o chão molhado, a brisa gelada e o céu nublado. Vital me disse que choveu e estava sentindo até frio. É, parece que aonde eu vou, o calor vai atrás!

Estamos num hotel que fica na Av.Ipiranga. Muitos estabelecimentos normais durante o dia que ao anoitecer viram boates gays. Muitos rapazes abraçados, beijos e comentários me fez lembrar de Harvey Milk e da liberdade de ser.

Comi no restaurante O Gato Que Ri, que não tem gato, mas muita massa. Pagamos caro, mas foi pra homenagear meu marido. Na juventude, ele costumava comer no memo lugar e recomendou a lasanha verde. Eu fui de espaguetti, que não gosto de arriscar com comida. Nina seguiu a dica dele e amou.

Pela tarde saimos para dar uma volta e conhecer a vizinhaça. Fomos na Galeria do Rock e passamos bem no meio da Praça da República. Só foto explica!

Por falar em fotos só depois. Não vou sair enfiando qualquer cabo no meu plug...

23 março 2009

Cores e formas sentados no sofá

Para inspiração, nada melhor do que 12 canetinhas hidrocor para rabiscar no papel branco. Ele, ali, totalmente pronto para ser explorado, riscado, invadido pelas pontas dos lápis desbravadores e seguidores de meus desejos. Que figura é esta que se delineia? Quem olha tão triste para o infinito? Quem se recosta no sofá azul que não existe mais? Foi a Taís que posou para mim em 2007. Seus olhos fixos, distantes, deixaram uma aura de mistério não revelado, impossível de ser decifrado. Sua expressão indefinida ganha forma e sentimento com as cores fortes que agora eternizaram-na. E assim se fez algo novo a partir de Taís.

28 fevereiro 2009

Alguém me bata, preciso acordar

Estou agora olhando pra trás. Vejo uma nuvem borrada, sem forma definida. Sem cor, sem cheiro, sem gosto, totalmente sem sentido. Se me esforçar muito, dá pra definir uma forma que parece ter pernas, braços, cabeça e cabelos. Sim, longos cabelos esvoaçantes que parecem puxar a criatura para trás. Serão amarelos? Marrons ou acinzentados? Não saberia dizer. Minha memória deseja que sejam dourados, como os meus teriam sido um dia.
Cuidado! Está partindo! Espere! Eu também vou! vou? pra onde? por quê? fazer o quê?
E a coisa escapuliu por entre meus dedos envoltos na bruma. Não, Washington, não são de Avalon. São de saudade. Vontade de trazer de volta um tempo que parou e que eu não controlo mais. A figura disforme e cabeluda, me puxa sem fazer esforço, sem sequer direcionar para si a minha vontade. É meu fracasso que atrai seu peso irracional. É minha frustração que destoa e grita toda vez que meus olhos se encharcam de pesar.

Alguém me bata! Preciso acordar. Minhas sinapses agora estão sendo refeitas programadamente para um intervalo em que eu poderia ser senhora de meu futuro, mas optei por deixá-lo à mercê de outros barcos mais velozes. Minha canoa furada, precisava de reparos. Agora, num iate ligeiro, ao entrar na cabine, vislumbro a embarcação deteriorada, linda, apaixonante, apaixonada por mim mesma, sensual e cheia de desejo. E eu quero tê-la. Quero dar-lhe vida novamente.

Súbito, caio. E não há mais nada a não ser um travesseiro frio e úmido. Babado e amassado pela agonia. Meu passado preso em um sonho travestido de pesadelo quando acordo. E o tempo continua passando enquanto olho pela janela na esperança de ver os longos cabelos loiros refletidos no vidro. Mas apenas um rosto envelhecido de madeixas pretas me fita. Basta. Não vou mais sonhar. Vou dormir.

30 agosto 2008

Tecnologia não é tudo


O que faz a vida melhor são as pessoas e não as máquinas. São os relacionamentos, as histórias que construímos. As máquinas são apenas acessórios, ferramentas importantes para este processo ocorrer com mais facilidade. Não é o iPod que é legal. É o que o iPod pode fazer para que você tenha mais amigos e seja mais feliz. A partir do momento que passamos a condicionr o iPod à felicidade, o problema começa.

Acabei de ouvir entrevista com o ex-cientista da computação e atual artista John Maeda(o da esquerda na foto). Ele acabou de ganhar uma fã. Diretamente do MIT para o mundo do design e das artes. Defensor da simplicidade, o cara é simplesmente gênio e acha que a arte é mais importante que os computadores, por que está sempre em constante mutação. Já a atual computação segue para mais gigas, menos tamanho, mais velocidade. Sem muitas perspectivas de mudanças reais para o ser humano.

Exagerado?

Confira a entrevista vc mesmo. Talvez tenha outra percepção sobre a história.
Blog do Instituto de Belas Artes do qual é presidente: http://our.risd.edu/category/maeda/
E o site do artista: http://www.maedastudio.com/index.php

20 agosto 2008

Explicando o inexplicável

Tava olhando as citações ou coisas que os meus colegas escrevem no Google Talk. A maioria pede pra não perburbar, encher o saco, trabalhando..., saí pra comer. Mas encontrei uma que me chamou atenção: "É buscando consciência pra não poder viajar". Era da Jully. Pedi a ela que desenhasse pra mim.

Ficou assim: "Ah! é de música lindíssima de Zé Ramalho - Avôhai, quarta-feira. Quer dizer que quando deixamos fluir o que imaginamos e criamos em nós ou em nossos pensamentos, isso nos leva para um mundo futurista, irreal e acabamos por fugir deste espaço terreno que é conhecido como a possível verdade ou a imposta realidade. Enfim, é preciso voltar para o seu senso de consciência para que ele lhe ponha os pés fincados no chão de todas as coisas. É mais ou menos assim filosoficamente falando, porém não precisa entender tanto. rsrs ;D"

Taí, pra vcs sentirem que é possível explicar até mesmo quando parece que não dá. Né, Jully!

26 abril 2008

Os 3 em 1

Escuro e quentinho
Ouvimos um som muito groove
Ecoando
E queremos curtir
Chama a mamãe

Tá molhado aqui, mãe
E ele tá pegando no meu pé
Esse dedão é meu? Nham nham

Vibrou
Tem uma luz muito forte lá em cima
Parece que estão cantando
Cantando? o que é isto?

Quero sair agora, não
Ela pegou na minha mão
Nossos cordões se entrelaçaram
Vamos brincar aqui

Somos 3 em 1

Tranquila, mãe
Não vamos pra longe
Nem falar com estranhos
Não vamos sair
Não vamos fugir

Ainda, não, mãe

Só quando chegar a hora
De ficamos do lado de fora
Nós 3

22 dezembro 2006

Vencemos o Sol com um comprimido e uma maçã

Ontem, eu e Marcilene pegamos a estrada e fomos bater no Canindé. Mais precisamente na casa da mãe Rita. Iago, Nina e Aurilene aguardavam nossa chegada para voltarem à Fortaleza. Foi minha primeira viagem como motorista que ultrapassou os 100Km. São 125 Km pra ir e 125 pra voltar. Amei. Saímos às 16:28 e o sol estava bem na cara. À medida que ele descia, ficava mais intenso e o alaranjado me cegava. Deu uma dor de cabeça. Pra resolver a situação, Marcilene pendurou uma camiseta no retrovisor. Ficou enfeitado que só carro de romeiro, mas funcionou.

E para a dor de cabeça, ela vasculhou minha bolsa, encontrou uma maçã e um Coristina D. Limpou a fruta com um guardanapo até ficar lustrada. Tirava napos com os dentes e botava na minha boca.

Entre estas mordidas, enfiou o comprimido e seguiu com um pedaço da maça. Enguli um e mastiguei o outro. Em minutos a dor aliviou. E o sol finalmente desistiu de me importunar. Vencemos o Sol com um comprimido e uma maçã.

14 dezembro 2006

Castelos de areia

15:33
Ontem, dia 13 de dezembro, eu e Nina fomos ao mar fazer castelos com a Cristiana Moura. Dormimos na casa dela e chegamos na praia quando ainda nem tinha gente. Aquele lugar imenso somente pra nós três. Foi diferente.
Nina e Cris botaram as mãos nos grãos de sílica e eu trabalhei de peão. Elas eram as arquitetas. Nunca tinha feito um castelo e não sabia nempra onde ia. Assim me sobrou ir buscar água, pegar peso. Tirei umas fotos com a MAVICA e derrubei-a na água. Encharcou de tal maneira que não liga mais. Uma pena! Aquela máquina era tudo pra mim. Aposto que o valor do conserto deve dar para adquirir uma nova.
Pra variar, o chato do mar não se calava. Era aquele ir e vir sem fim que me agonia. Quero desligar o botão do mar. Tirar a força dele. Desconectá-lo.

15:35

15 setembro 2003

Desenhando o 7 na Reitoria

Clique na imagem para ver todas as fotografias do dia.

15/09/2003. Eu e meus colegas do Curso de Artes Plásticas do CEFET, tivemos nossa primeira "aula de campo". Fomos, sob a coordenação da Professora Tânia, desenhar ângulos na Reitoria da UFC.


Apesar de nem todo mundo ter ido, o que foi uma pena, pois foi muito divertido, tivemos a oportunidade de compartilhar momentos muito especiais. De integração e alegria. De curtição. As árvores, as colunas (jônica, Mariana?), as cores, a arquitetura belíssima, a concha acústica ficaram muito mais vivas com nossa presença. Nossos risos, nossas graças, nossas cores (sensuais!!).

Eu levei a câmera para registrar tal acontecimento e deu muito o que rir. Tirei mais de oitenta fotos, e selecionei mais ou menos sessenta delas para deixar aqui. As menos sebosas, como diz o Gilberto.

Primeiro comecei com a Mariana. "Diabéisso, Leide!". Consegui até fotografar Angélica, na foto do grupo. Mas o grande galã, mesmo, foi o Érico (lembrei do nome :-|). Desenhando um pouco mais isolado do grupo, no meio de todos aqueles ângulos retos, e metendo a cara no meio do círculo, ele estava em todas. Também quem mandou ser lindo?

E o Sidney? O Paulo Italo? Nossa, estou começando a achar os meninos tão lindos, tão fofos. Tão gatinhos! Tão fotogênicos! O Wellington, que não tinha gostado da primeira foto, ficou muito satisfeito com o ângulo perfeito que captei quase no final.

A Soni, flagrei em posição pouco cômoda para desenhar. Mas tão sexy! Bonitas, mesmo, são as mãos dela! Tão fortes, tão expressivas... ofuscaram seu lindo rosto! As Flávias, a Lorena de trancinhas, a Faradiba muuuuito à vontade. O gaiato com pinta de ator de novela do Fernando. O Sérgio, que sempre é tão fresco, estava sério de estranhar. Já Tânia, que esqueceu seu chapéu, pelo menos conseguiu um suquinho pra aliviar o calor.

Caras, se for falar de todas as comédias, vai demorar pacas! Além de desenhar tudo que a gente via que era reto, nossa descontração também nos permitiu desenhar o sete. Legal seria se os desenhistas mandassem amostras de seus trabalhos produzidos hoje para ilustrar este espaço. Quem vai mandar primeiro?