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20 junho 2009

Ave mecânica sobrevoando a FA7


Fotografia. 2009.
16:30, saindo da aula de pós-graduação em Desing Gráfico, na FA7, um barulho estrondoso tira minha mente dos pensamentos perdidos. Inevitável procurar a origem da distração. Inevitável pegar a câmera. Inevitável fotografar. Inevitável ficar assim, único.
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18 outubro 2008

As múltiplas dimensões da cor


A simples dimensão física da cor paradoxalmente se transforma em várias dimensões em uma fotografia, multiplicando o impacto de uma figura de muitas maneiras. A cor soma-se ao apelo estético da fotografia. De modo menos óbvio, ela também soma-se ao significado da figura. A cor pode localizar uma cena no tempo indicando o dia, o ano e até o período. Pode marcar um lugar e dar pistas de como ele era antes da câmera registrá-lo. E pode nos dizer o que a imagem quis transmitir sobre as pessoas, indentificando-as e ressaltando-as não apenas em suas idéias bem como em suas emoções.

A cor revela o tempo por que as cores mudam com o tempo. A cor da luz iluminando uma cena se altera de acordo com o passar das horas do dia desde o nascer ao pôr do sol bem como o passar do ano, de estação para estação. Até cores intrínsecas de objetos podem variar. A folhagem passa por transformações que somente as fotografias coloridas podem captar: não apenas as óbvias variações de cores como as do Outono, mas súbitas nuances nas formas que podem ser vistas como lâminas de grama em crescimento no início de Abril; de verdes claros aos densos verdes de Junho passando para os verdes amarelados e secos de Agosto e finalmente nos marrons de Novembro.

Em imagens de pessoas, a cor é como uma etiqueta cuja função é identificar quem a usa e estabelecer uma singularidade num contexto particular - algumas vezes pode até revelar o que se está fazendo naquele instante. O conjunto de cores do uniforme de um atleta é um bom exemplo deste tipo de etiqueta. Assim também pode ser considerado os rostos pintados de vermelho e amalelo de determinadas tribos da Nova Guiné.

Peter Turner: New Guinea Faces, 1967.

Em mãos criativas, a cor pode exaltar sutilezas da personalidade e a complexidade das emoções. Marie Cosindas usava a cor para criar uma atmosfera de nostalgia ao redor das pessoas que fotografava. Já Gordon Parks, fotógrafo da LIFE por vinte anos, conseguia provar em suas imagens que, combinadas adequadamente, as cores podem evocar tanto uma resposta cheia de humanidade abstrata quanto de uma inquietação.


Gordon Parks: The Window, 1960.

Em fotografia, muitas vezes, a cor fornece mais do que apenas significado ao acrescentar também beleza. A cor é a a própria justificativa. É ela quem faz a imagem num pôr-do-sol, em olhos azuis, flores silvestres, desertos pintados e oceanos azuis - até mesmo nos rostos pintados de vermelho e amarelo dos nativos de Nova Guiné. A cor se basta para dar significado à fotografia. A fotografia é a cor.

Este texto foi traduzido. O original pode ser encontrado no livro Color, publicado em 1972 pela Life Inc. nos EUA. Escrito pelos editores não identificados na edição.

21 abril 2008



"Quando se mostram para a câmera as pessoas não parecem o que elas realmente são." Andy Warhol
"Ao serem fotografadas as pessoas criam uma persona. Ninguém quer parecer feio na foto." Susan Sontag

05 abril 2008

Nas ondas da Teia


Esta semana finalizamos o estúdio de rádio da Teia Digital. Em fase de montagem e configuração, Daniel Gadelha fez esta foto. O espaço será utilizado para gravação e montagem de podcasts de clientes da empresa.
Equipamento totalmente digital e de alta qualidade, deixou a infra-estrutura adequada para as intenções.
As instalações são confortáveis e a acústica da sala está bem melhor do que antes. Quase 100%, por que ainda tem infiltração.

Eu estava lá fazendo ajustes no programa de edição, atendendo o telefone, curtindo um som...

02 abril 2008

Reprodução da reprodução

 

Tava só brincando com as possibilidades de se obter cores de uma outra fonte. Fotografei a TV. A granulação, a textura resultante. A saturação do vermelho. Fascinante, apaixonante. A calibração adequada da emoção capturada pelos bits. Viajando na reprodução da reprodução da imagem, só isto.
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15 julho 2007

A web arte não existe mas as fotos estão lindas


Caraca, faz tempo que não escrevo. Eu e meus amigos fizemos umas fotos muito diferentes. Usamos o scanner para fazer auto retratos e dos outros colocando diretamente o scanner sobre nossos corpos. E o resultado tem sido impressionante.

Mas o meu trabalho de web arte não sai da concepção. As dificuldades só aumentam e ficam mais feias e assustadoras. A web arte está uma droga.

Acho que não vou conseguir me formar por que não consigo me concentrar e nem produzir. Esta é a triste verdade. Sempre achei que quando chegasse este momento eu estaria pronta. Mas a lamentável constatação é que não estou. E não vou a lugar algum mais uma vez.

Mas as fotos experimentais estão sensacionais.

06 fevereiro 2007

Uma terça e tanto


Dormi tarde e acordei cedo. Fiz bananada para as crianças que foram andando até a escola. Mingau estava no prego.

Fiz alguns exercícios, mas não todos. Tinha aula de desenho, mas o Damião não foi. Me arrumei e voltei pra Teia. Tive reunião de planejamento com o diretor de web marketing.

Diogo Braga chegou e fez um ensaio de um ensaio para seu novo trabalho. Algo retrô com um toque de contemporaneidade. Um longo colar de pérolas de tamanhos variados pra enrolar no pescoço.

Agora tô no trampo.

30 dezembro 2006

Ontem, eu não escrevi

Blog, diário e livro devia ser uma coisa mais simples. Do tipo a gente pensar e ele se escrever sozinho. No futuro, certamente vamos ter máquinas digitadoras de pensamento. Então, vai valtar letra pra tanta idéia.

Mas o fato é que não é e ainda temos que queimar calorias na ponta dos dedos, fazer a poeira subir por entre as teclas de plástico encardido, de caracteres semi-apagados, de tanto esfregar nele a gordura da pele, com força. E raiva, muitas vezes.

Ontem não escrevi. Filmei. Eu e meus amigos artistas, Cristiana Moura e Diogo Braga, fomos fazer tomadas para o meu trabalho de nus em espaços públicos. Não apenas públicos, mais ainda lugares de consumo. Locais para onde a sociedade vai para saciar a necessidade de consumir o que não precisa, para satisfazer os apelos da mídia, o que se confunde com personalidade. Com estilo. Para todo tipo de compra hoje se usa levianamente a palavra estilo. Esta, já se vulgarizou de tanto uso sem adequação. O filme me surpreendeu e fique particularmente feliz por ter contato com a ajuda de duas figuras tão sensíveis, talentosas e especiais.

Hoje, sexta, fui tomar café na casa do adorável Sá Pessoa. E levei-lhe sonhos comestíveis. De valsa não dançante. Sugeri que servisse com filme, de Chocolate, Binoche e Depp. Levei Vital e Marcilene comigo. Os dois ficaram felizes por conhecer o seu museu que virou casa. E ele, já está pensando em abrir um Café-arte. Serei freguesa, por certo.

E não é que a Susan Sontag me espera na cama? E o backup terminou para dar lugar à formatação anual do meu HD. Tem pouco espaço, mas com cuidado e carinho arranjo vaga para os arquivos de boot. Até mesmo os mais antigos. Sem boot ninguém liga. Mas ontem, eu não escrevi. Hoje sim. Está dito.

LEIA-ME TODA: http://aurileide.blogspot.com

28 dezembro 2006

O chato mar


Detesto o mar. Olha minha cara de nojo olhando pra ele. Quando, infelizmente, sou obrigada a ir perto dele, visto-me para um funeral. Seu poder e sua insistência em ser sempre igual, me irritam profundamente.

Considere-o um ladrão. De energias. Sepre saio de perto dele com a sensação de que fui sugada até o fim. De que minha energia vital foi suprimida por alguma força maior. E não dá pra desligar o seu som, sempre o mesmo. Indo e vindo. Indo e vindo. Indo e vindo. Sempre água, sempre espuma, sempre sobe, sempre desce. O mar é chato. E não há nada que eu possa fazer para mudar isto. A não ser evitá-lo. Esquecê-lo. Não olhar pela minha janela.

26 dezembro 2006

Banho com os gárgulas verdes


No dia 23 de dezembro eu e Nina fomos revelar fotos. Sim. Eu ainda revelo. Tenho uma câmera manual, fantástica que me deixa controlar tudo que preciso para fazer uma boa foto. Ela me custou muito dinheiro e não vou abandoná-la por causa da febre digital. Sim. Eu também tenho uma digital. Mas o que ela me dá de portabilidade me tira de controle. Não posso pagar uma digital que chegue perto da minha manual. Assim sendo, uso as duas. Para fotos assim ou assado, uso a moderna. Para fotos sérias, que requerem estudo e aprimoramento, uso a analógica e velha.

Enfim, estávamos indo ver as fotos quando passamos na Praça do BNB, no centro. A fonte, havia se tornado banho público. Inúmeras crianças seminuas pulavam e gritavam na água que escorria das bocas dos gárgulas verdes. Paramos para fotografar e elas posaram. Acenaram.

O que vou dizer? Nada! Só achei que ninguém cuida mais dos espaços públicos como se devia.

18 dezembro 2006

Espelhos para o Sol

O anexo da Assembléia Legislativa do Ceará, prédio novinho em folha, ficou pronto. Ou quase pronto. Se você descer pela Rua Barbosa de Freitas, vai visualizar seu lado acabado. Com todas as vidraças postas, calçada arrumada, estacionamento completo e jardim verde e gramado. Aliás, foi o jardim mais rápido que já vi. Em três dias, os funcionários de uma companhia especializada transformaram um monte de terra em um belo gramado com plantas crescidas, verdejantes e cheias de folhas a balançar ao sabor do vento. Ficou lindo!

Mas se você estiver passando pela Av. Pontes Vieira, verá que ainda falta um bocado pra finalizar a obra. Em que pese o nome do edifício estar grafado e bem colado no alto da empreitada, faltam muitos detalhes por fora. Imagino por dentro. Sim, por que não fui convidada para a inauguração. O deputado César Carls, presidente da Assembléia e responsável pela obra, tratou de inaugurá-la ainda no fim de seu mandato, no dia 15 de dezembro. Pelo movimento, foi uma festança. Mas somente no térreo. :-)

Eu acho o prédio muito bonito. As grandes janelas de vidro espelhado, deixaram o lugar com um ar moderno, contemporâneo. Mas me preocupa os pássaros. Atraídos pela sua imagem no espelho, muitos deles irão se espatifar. Resta saber se, como aconteceu na nova sede da SERASA em SP, os administradores terão preocupação em encontrar uma solução criativa e ecologicamente correta para minimizar ou mesmo impedir a morte dos pássaros.
Por enquanto, contento-me em curtir o espetáculo que me reserva o sol do meio dia, quanto ilumina metade da construção, ofusca a vista de um lado e reflete minha silhueta de outro. Lindo.


À propósito: O nome do prédio é o mesmo do pai do dito presidente da instituição. Alguém já viu este filme?