28 dezembro 2006

O chato mar


Detesto o mar. Olha minha cara de nojo olhando pra ele. Quando, infelizmente, sou obrigada a ir perto dele, visto-me para um funeral. Seu poder e sua insistência em ser sempre igual, me irritam profundamente.

Considere-o um ladrão. De energias. Sepre saio de perto dele com a sensação de que fui sugada até o fim. De que minha energia vital foi suprimida por alguma força maior. E não dá pra desligar o seu som, sempre o mesmo. Indo e vindo. Indo e vindo. Indo e vindo. Sempre água, sempre espuma, sempre sobe, sempre desce. O mar é chato. E não há nada que eu possa fazer para mudar isto. A não ser evitá-lo. Esquecê-lo. Não olhar pela minha janela.

3 comentários:

Vital disse...

De fato, esta garota nunca foi de ir à praia... desde que eu namoro com ela - e já se vai algum tempo - a preferencia é por serra ou sertao...
Talvez o sol que seja forte em sua pele branca ou ache que do mar pode aparecer alguma perereca... Alguma coisa tem e eu ainda nao descobri o que pode ter feito este receio todo da água. Nadar ela sabe...

Aurileide disse...

Eh o sol... ele me deixa exausta! sem falar que tenho que preservar minha saúde.

Mas, quando as crianças me pedem com aquele olhar e quando lembro como namorávamos na praia... era demais... O Vitor, era um anfíbio!

Te adoro, gato!

Anônimo disse...

dizem por ai que o mar suga somente as energias negativas....